sábado, 29 de dezembro de 2007

auto-ajuda (parte II)

Sinceridade consigo mesmo é bom, mas seja discreto. Não se menospreze em público, demonstre que não se importa - somente grite, chore e questione-se por dentro, em silêncio. Mostre-se forte na frente dos outros. Sim, sim, eu quis dizer, finja.

auto-ajuda (parte I)

Quando levantar da cama e for em seguida ao banheiro não se olhe no espelho, dificilmente você não estará feio, deixe para olhar-se no espelho depois que já está arrumado, ai sim você verá que nem assim fica bonito. Isto é bom para você, pois ilusões só destroem nosso coração, alimentar ilusões só faz com que tenhamos posteriormente uma queda mais forte.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Serenidade

Pelo menos consegui tirar a maldita cutícula da minha unha!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Procura-se

Procuro amigo. Pagamento a combinar.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

salvação

Adoro o dor que sinto por dentro ao lembrar de momentos tristes e de coisas ruins que eu fiz. Adoro a culpa. Não sinto vontade de fazer nada novamente, é só um prazer. Este ano não foi o pior. Acho que preciso pirar agora antes qeu o ano acabe e no próximo eu recise lembrar de coisas muito antigas para sentir esse prazerzinho novamente. Traição, mentira, sofrimento. Pelo menos ainda estou presa. Sinto que nunca vou perder esta parte boa, porque sinto que tudo brota de dentro de mim;não preciso de ninguém para me fazer sofrer, não preciso de ninguém que sofra para que me sinta assim, basta eu mesma, transbordada na minha miséria interior que está sempre impregnada por desejos que nunca se realizarão, para que assim a história continue.

repetição

eu não agüento mais.
são esses gatos trepando.
caralho!
vão embora daqui,
não quero mais vocês,
eu quero filhotes
(que não trepem).

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

1+1=0

Os gatos gritando e brigando. Me dá vontade de chorar.



v.a.z.i.o.

m.e.d.o.

t.r.i.s.t.e.z.a.



A culpa não é deles.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

efêmero

A época propícia para o nascimento dos frutos já passou. O ser aparenta secura. Estará próximo da morte? Algumas de suas partes já morreram, porém renascem sempre em período específico, o qual, já passou. Parece que ele estende para mimseus galhos. Secos. Pode servir de adubo, ao menos. Não parece interferir na ordem pre-estabelecida deste mundo. Aliás, parece-me bem vantajoso secar. Drenar-me-ia se fosse apenas mais um ser. Porém, possuo uma imagem, um número que identifica e me autoriza aonde quer que eu vá. Não devo transgredir o que tem impresso em meus documentos. Eu tenho uma missão e aqui continuarei até que a máquina advirta que meu cartão foi cancelado.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

sorte

um ponto, dois pontos, três pontos, quatro pontos, cinco pontos, seis pontos, sete pontos, oito pontos, nove pontos, dez pontos, onze pontos, doze pontos, treze pontos, quatorze pontos, quinze pontos.

uma reta.

Nó I

Língua, cheiro, gritos, fome. Teus olhos não são mais meus. Um peso a menos, em minha pérfida mente. Um significado a menos para buscar. Desprendimento. Nada mais do que a prisão inata a qual somos todos vítimas. Desviando dos buracos. Chuto-te cova a dentro e enterro-te vivo. Não tenho escrúpulos. Não tenho nada, somente esta prisão. Mais terra. Mais terra. Devo ter certeza de que nunca voltarás. Me destes asas e eu não soube usa-las. Não mais sinto. Maldita é a visão. Dos sentidos, o pior.

Que elas rastejem até ti, pequeno.

Inveja de Deus

Por que eu não posso só sentar e olhar?

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

escrito II

* folhas secas
* sede
* vozes
* movimento
* paralisia
* medidas
* flores
* ar puro

escrito I

* junção aleatória de palavras
* necessidades básicas
* querer
* causalidade universal
* queda
* saias voando com o vento
* chinelos de couro
* conflito
* sabedoria
* nuvens

terça-feira, 18 de setembro de 2007

no quarto de dormir

lesmas rastejando por todos os lados.

a vida I

Um cigarro. Um pega. Múltiplas sensações. Sentidos ora paralisados, ora alertas. Mais um pega. Por que me olhas assim, velha? Já sou moça. Grande. Emancipada. Desvia esse olhar murcho do meu cigarro. Deixa eu gozar. Prazeres e excessos, para isso que vivo. Não costumo olhar muito para o lado. Prefiro ver gente nua. Vestimentas escondem as pessoas. Pudor. Que palavra mais feia. Sagrado cigarro! Que bom que aquela velha se foi. Agora posso parar de imagina-la nua.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

sentidos

estou presa em uma jaula.

sábado, 15 de setembro de 2007

Sacerdotisa de um Miserável.

Ouça o oráculo com o presságio do dia.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

terça-feira, 4 de setembro de 2007

imagem terceira

Olhei para a esquerda, fino demais. Olhei para a direita, peludo. Olhei para trás, pequenos buraquinhos. Olhei para a frente, caído.

Que forma mais estranha esta.

imagem segunda

Eu não cresci. Mas aprendi a me olhar no espelho. Ninguém me ensinou. Este é o verbo certo então? "Aprendi". De certa forma, portanto, nasci com o ato (ou potência) de me olhar no espelho, inato. Apesar disso, não é fácil para mim. Sendo inato, não implica falta de dificuldade concluo. Tão inútil e vão quanto minha própria essência a qual está inato este ato/potência e qualquer conclusão insólida a que eu possa chegar. Nova conclusão. Mas não reporto ao meu fútil ser o movimento. Nenhum mínimo enganoso andar.. Mas o espelho. Prazer masoquista. Contínuo. Cheiro de morte aqui. E onde quer que meu ignóbil corpo se apresente.Estranho. Não menos fútil a imagem que observo. Mas já agora não cresço mesmo. Também imagino ser quante demais mais para cima.

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

imagem primeira

Sabe o que tenho para fazer agora? Fingir. Fingir que sou bonita, fingir que tenho voz e, o que eu mais gosto, fingir que tem alguém me olhando. Nunca estou sozinha, sempre tem alguém para quem destino uma cruzada de pernas ou uma lenta lambida nos lábios. Assim me sinto quente. Hoje notei que finjo que não me importo com as coisas que finjo ter. Resumo-me como um objeto. Definição complexa, levando em conta que transfiro para mim o conceito de coisa e não de coisa-humana. Talvez eu não finja tanto quanto julgo, acabo me tornando minha própria mentira. Melhor assim, ser uma coisa. E anônima, sem culpa. Pois hoje dediquei minhas pernas e lábios ao espelho. Até mesmo minhas costas foram oferecidas. E cada parte do meu corpo foi necessária para consumar meus próprios desejos. Boca seca, mas um fluido cálido não secava, enquanto o prazer escorria. Desviei meu olhar dela, senti outras partes excitadas. Era confuso aquele pulsar, os músculos enrijecendo; cada parte precisava de um toque, no início lento, depois mais violento. De repente um nervosismo me desconcentrou. Mas não quis parar, toquei-a com extremo tesão e olhei-a; senti novamente que queria ficar somente com ela naquele momento. Perdemos o controle entre gritos e rápidos movimentos. Ri-me enquanto gemia. Ela era gostosa, gostosa demais. Naquela hora não queria que ninguém mais a visse, somente eu e ela entre carícias e gemidos. Inconseqüentes. Ofegantes. Sem um final previsto. Êxtase incontrolável. Cheguei ao ponto em que não pude mais pensar, queria apenas penetrar naquela bela flor que eu sabia que era minha naquele instante e que sempre seria enquanto eu quisesse tocá-la.

domingo, 5 de agosto de 2007

.

é pior respirar com essa ansia de que tudo vai cada vez para mais longe a cada suspiro. por que quanto mais eu desejo que tudo acabe, parece qu fica mais dificil. mas hoje é a ulima vez, é definitivamene a ultima vez. eu desisto de tudo. sentir, pensar, qualquer coisa que me orne um pouco humana eu quero que se exploda, quero virar qualquer coisa inanimada que nao seja percebida. mas logo as coisas se encaminham sozinhas, é quando a gente menos espera que os nossos desejos se realizam. este é um desejo de anos, esei que logo vou ser agraciada. tudo isso vai ter um fim. de que seja tragico, eu faço questao, mas acho que nao posso pedir muio. desde que meus olhos nuunca mais se abram para este mundo e meu oração e meu corpo nao sintam mais nada, ja me dou por satisfeita.

sábado, 4 de agosto de 2007

farelos redirecionados

que porra de coração, amor... óbvio que é tudo uma ilusão estúpida. todas estas visoes e estas sensaçoes sao irreais, sao todas partes de um mecanismo de tortura. mas cansa. do que adianta insistir em cinco minutos de um prazer irreal? eu quero mais é que todos sejam felizes. de fato, eu sou uma estupida. nao quero dizer nada sobre os outros, eu mal sei alguma coisa sobre mim mesma e o que é ser eu mesma, se é esse corpo imundo ou essa mente... sei la, quem sabe su só uma marionete que sofre, nao segue os devidos movimentos e se fode, enquanto os outros conseguem porque tem mais coordenaçao. mas tanto faz os outros, eu nao me importo, porque alem de tudo sou egoista. mas tambem nao quero fazer definiçoes de nada, é porque eu nao tenho coragem de alguma maneira fazer com que eu pare de respirar que eu escrevo agora essas merdas. certo, felicidade e amor - ah, que lindo é o amor! - pra todos. desejo tambem que tenham mais coragem do que eu.

domingo, 29 de julho de 2007

caroço I

um coração que cresceu muito e se encheu de amor.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

como definitivamente não posso ser outra pessoa, decido não ser.

goteiras II

às vezes devemos fazer o que é melhor para o outro.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

goteiras I

nao sei se todos têm ímpetos de ser diferente; ser diferente para si e.........

domingo, 8 de julho de 2007

balinhas de goma II

tão ridículos esses pensamentos anteriores... voltaram durante alguns momentos no sábado, mas ninguem, alem de mim mesma, tem culpa ... mas vai passar de vez... eu sinto coisas tao boas e tenho que aproveitar mais o açúcar que vem por cima das balas.

balinhas de goma I

me sinto protegida

quinta-feira, 5 de julho de 2007

farelos II

as vezes parece que eu deveria virar e ir embora, como se fosse simples; dormir e acordar sem lembranças e ficar sem ressentimentos... medos. as vezes parece que é a melhor coisa que poderia me acontecer e que é algo que eu devo cuidar porque tambem sou cuidada. mas sao voltas infinitas que os ponteiros fazem e nunca acaba, cada vez fica mais devagar. imagens paralisadas. nao sigo o compasso. fico para tras e cada vez demora mais.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

farelos I

será que é bobo falar de amor? ou será que é melhor somente sentir e não tentar expressar com palavras? acho que eu sinto muitas coisas e ultimamente nao tenho parado muito para expressar com palavras nada do que estou vivendo... hoje até pensei a respeito de alguns aspectos, me esforcei para enxergar as melhores coisas que tenho... sinceramente, nao quero ficar mal agora. cheguei num momento em que eu tenho que encarar quem eu sou... é extremamente ridículo eu escrever essas coisas aqui mas sou eu e tenho que me enfrentar... eu tenho sérios problemas com essa pessoa, nao podemos passar muito tempo sozinhas, começamos a ter grandes divergencias de ideias e sentimentos e é muito dificil... mas eu ia falar de amor... mesmo sendo bobo ... se for amor...

terça-feira, 19 de junho de 2007

shhh...

eles estão me testando!

domingo, 17 de junho de 2007

ruínas IV

que raiva. é muito difícil conviver com alguém que nao escuta nada que os outros dizem. por mais que seja pelo bem dela, ela sempre ignora, pensa que é superior por um algum motivo idiota e se fecha, vai para o lado que quiser e nao liga se vai fazer mal para quem quer que seja. sinceramente eu prefiro que voce feche sua porta e nao me olhe mais. mas por favor tranque a porta. cubra suas janelas com todos os panos que puder e fique ai, olhe-se mais no espelho. agora, eu nao ligo mais. eu quero mesmo que voce fique ai. eu sei que aqui fora esta frio mas eu aguento tudo de agora em diante, mas nao posso suportar seu olhar, sua voz, esse seu cheiro nojento. víbora. descartável.

ruínas III

algum dia terá por que se lamentar.

ruínas II

mentirosa. falsa.
nao te vi de verdade ainda. temo que nunca apareças.
decadente.
nao deves persistir em ficar onde nao é o seu lugar.
nada pode ser pior do que tu.

sábado, 16 de junho de 2007

ruínas I

há uma rotina. em sua pobre vida há uma rotina. ainda assim há riscos e enganos. perdas. tao pequeno este ângulo de visão. quão fútil, alienada e ignorante ainda podes ser? visões. Ó quantas visões ridiculas tens. Quantas vezes não olhaste para os lados. Quanto mais continuará sem enxergar? Quantas mais palavras desejas disperdiçar sem um ideal, um caminho? Quero que vá embora.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

sangue tão vermelinho... parece ter vida... deve, então, espalhar-se, para levar vida para todos os lados...

quarta-feira, 6 de junho de 2007

ÂNGELA - "[...] Os palitos de fósforo fosforejam inquietos dentro da caixinha selada, doidos para o ato sexual que consiste em ser riscado na parte preta da caixa e transformar-se em fogo. Mas o fósforo não sabe que só acende e arde uma só vez."
Clarice Lispector - Um Sopro de Vida
ÂNGELA - "[...]Dizer palavras sem sentido é minha grande liberdade. Pouco me importa ser entendida, quero o impacto das sílabas ofuscantes, uqero o nocivo de uma palavra má. Na palavra está tudo. Quem me dera, porém, que eu não tivesse esse desejo errado de escrever. Sin to que sou impulsionada. Por quem? Eu quero escrever com palavras tão agarradas umas nas outras que não haja intervalos entre elas e entre eu."
Clarice Lispector - Um Sopro de Vida

sábado, 2 de junho de 2007

terça-feira, 29 de maio de 2007

psicografando as velas

Seis tipos de incensos diferentes, quatro velas acesas, música polonesa, holandesa, norueguesa, francesa, violinos, sopranos, fumaça cheirosa; estou eu aqui no meio, quase deitando sobre as velas... tenho uma imagem em minha mente, ali está você vagando; rosto pálido, confuso (é medo, diz meu inconsciente), mas ainda assim é belo, me é atraente - nossa! meu corpo agora palpita a vontade de te ter, entre minhas pernas, seus dentes a morder meus lábios, furioso, tentação incontrolável, será eu mesma? Te sentes assim comigo? Serás eu mesma quem tu vês? Serás o mesmo corpo que tu tocas o corpo que me pertence? Sim, me pertence e é só meu. Mas tu queres mais que meu corpo... mais um cigarro, por favor, estou cercada; são luzes mágicas. Mas eu não quero que desacredites no meu corpo, ele ferve por ti. A luz é tão bela, por que não me sinto completa? Estas a me ouvir ou tuas mãos já se perdem pela minha pele quente? Desces, podes descer com as mãos, com a boca; é isso que te peço agora: faz-me esquecer esse vazio. Posso gemer no seu ouvido? És tu que realmente ouves além do pedido mudo de carência constante em meu olhar? Sabes que tenho medo? Cheiro meu odor. Tu me olhas apenas, há amor mais lindo? Por detrás deste vazio bate um coração. Tu te aceleras ao me ver? Encontra-me. Encontra-me. Este é meu pedido mudo.

domingo, 27 de maio de 2007

vida cretina



terrível, é terrível este dilema de viver... viver nao é fácil, nao é simples, nao é andar às cegas por ai... pelo menos pra mim, viver é um monstro, mas nao chega a ser impossível, se fosse, eu nao me culparia, nem tentaria olhar para o lado, nao ia fazer diferença as minhas escolhas... igualmente, será que posso fazer escolhas? destino é uma palavra idiota, feia. Irracional. Não gosto de ser irracional. Posso ser alienada, nao usar das minhas capacidades, mas pelo menos devo te-las! o jeito mais triste de viver a vida é ficar qualificando-a dia-a-dia; hoje ela é bela;hoje é cretina; hoje é uma ilusão! vida é um tema chato... os temas bons são os que completam a vida... droga, minha vida é um vácuo imenso; porém há coisas que eu finjo que preenchem esse vazio... pseudo-alegrias, pseudo-desejos.... vamos imaginar um casal em ardente paixão numa cama... sendo mias realista... vamos imaginar um casal em fervoroso tesão numa cama.... a vida deveria ser o delírio de uma foda constante! tudo fica bonito, tudo fica tão profundo e fora do alcance que de repente a genet chega lá sem ter feito nenhum esforço; somos recompensados pelo prazer sem interesse... como vamos conseguir o que queremos se ficamos cegos em busca daquilo e nao olhamos para os lados? é um vazio impreenchivel! eu nao quero mais o vazio, eu escolho foder constantemente, sem interrupções, sem lamentações.

apresentações

fala de ti pra mim

me conta os teus segredos

e os teus medos

e as tuas alegrias

quarta-feira, 23 de maio de 2007

inquietações do corpo

experiências são para serem lembradas? eu lembro bem das últimas, mais especiais.. muitas vezes seguidas... mas há uma interrogação vagando...

uma caixinha de presentes

Dentro de uma casinha. Parecendo uma caixinha de presente; sem surpresa, sem encanto; é uma peuqena caixa dentre cartões e decorações perfeitos. A casinha é quase vazia, é quase um misto de pobreza com desleixo. Não quer luxo, nem lixo. Passa por tudo devagar, sem questionar. Por que perguntar, tudo está aí para ser; questionar a existência e as propriedades das coisas é diminuir sua significação que não depende de por quês e quaiquer questões. São inquietações das palavras.

Abre as janelas. Sorri. Fecha as janelas. Conjuntamente se fecha. Sem culpa. Sem perguntas. Vazio não tem essência e existência, por que ocupa tanto espaço? Interrogações são proibidas. Regras não têm utilidade. Podem trazer prazer, mas culpa... Transgressões indefinidas. Que mente poluída, diz o outro. Descrever a casa, a baçunça, da falta das coisas; espaços, lacunas... dentro de uma casinha, que não é sua...

sábado, 19 de maio de 2007

indefinições

são tantos atras da porta. eu a vejo e ninguem mais. se houver mais alguem enxergando outra porta, sera que os que estao atras tambem nao a veem? se eu abrisse a porta e passasse na frente de um por um deles... o que veio antes da porta so eu lembro. fora daquela mente obscura. mas ainda nao tenho certeza. eu vejo tudo mudando, a cada segundo. é bom. ninguem nega. disfarçam. julgam. excluem. sao regras em cabeças distintas, cabeças que nao podem compartilhar ideias com limites diferentes; ainda mais dificil sera para os que nao tem limites...

nao é aquele alguem, é O alguem

mais que divina, nao sei que inigualavel luz vem dela; nao importam os porquês e nada mais. quando é pra sentir em tao forte que so tenho vontade de acabar com aquilo. um horror gigantesco. imundo. que se gruda. da nojo. deixa ela em paz! pensei que desejaria a morte imediata dela se tivesse certeza que a morte é melhor do que esta tortura diaria. a cada momento uma oscilaçao. e as vezes desce desce... ela olha para o fundo e la ve uma luz, mas é a luz errada!!! nao olha mais!!! nao ta certo, nao! eu sinto tudo que tu sentes M.

terça-feira, 1 de maio de 2007

Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem

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"É só o amor, é só o amor.
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal.
Não sente inveja ou se envaidece."
monte castelo
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"Tudo passa, tudo passará
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer.
Não olhe para trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos."
metal contra as nuvens
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"The fire within is extinguished
while water rinsed your face
The air corrodes your being
so the earth can take your dust"
from beneath you it devours
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"I’m not afraid to die
I’m afraid to be alive without being aware of it"
sensorium
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"Ich bin so alleine;
Einsamkeit in Ewigkeit
Gedanken nur für mich,
Mit dem Schatten flüstere ich
Mit dem Schatten tanze ich
Einsam wandere ich,
Das Blut begehre ich: Totentanz."
der tanz der schatten
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"But as the stars are going out
And this stage is full of nothing
And the friends have all but gone
For my life my god I'm singing"
stars
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"I’d give my heart, I’d give my soul.
I’d turn it back, it’s my fault."
jillian
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"Oh darling, hear my soul and heed my cry
Cause all my crying may flood an ocean in my heart
...
Oh my darling, now I cannot halt my cries
My tears have drowned meAnd I refuse to realise
...
What's left around me, it's all so strange, it's all so dark
I'm all alone hereTo mend the pieces of my heart"
fairy tale
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quarta-feira, 25 de abril de 2007

queria sentir o amor de deus em mim

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e sabe, quando as pessoas estao orando e a gente escuta, pelo menos eu que sou diferente por nao freqüentar lugar nenhum, fico querendo sentir essa coisa diferente que me acalme, me acolha, sabe, pra que eu me sinta mais protegida, menos perdida

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sexta-feira, 20 de abril de 2007

quinta-feira, 19 de abril de 2007

( K ^ ¬K )

eu nao me acustumo. e meu dever necessita esta conquista? ser o que sou sem saber que o sou. mas ha problemas alem da atmosfera inerte do meu ser. ha o fluxo la fora. agora deixe-me sair, eu mesma, deixe-me. nao quero me perguntar o porquê de nada que ha aqui dentro. isso nao muda. nunca mudou. nao mudará. penso se, devo ser feliz em relaçao a alguem (por exemplo, ser feliz porque tenho comida e casa enquanto outras milhares de pessoas nao tem) ou em relaçao a mim mesmo (por exemplo, ser feliz porque me senti bem comigo e consigo conviver sendo o que sou, em contraposiçao, sera necessario que eu sabia o que sou)

fora desta mistica de internalizaçoes

admiro muito as pessoas que acreditam e sentem mais do que tudo sua crença

admiro quem me perdoou


de uma contradição tudo se segue

quarta-feira, 18 de abril de 2007

terça-feira, 17 de abril de 2007

inquietudes

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mãe, hoje eu vi um garoto. ele é diferente dos outros - para mim -, ele é pequeno, colorido; garoto num modo coloquial de dizer, nao se encaixa na definição de animal, racional pelo olhar sim, porém, digo, o que quis dizer é que apesar de garoto não é humano. é um vago vulto, multicolorido; não, com coloridos instantâneos, aleatórios; Engraçado, agora vejo-o negro. Na cor preta. Parece-me maior. ele cresceu. para mim ainda é pequeno. posso leva-lo dentro de mim.

Mãe, quero mesmo é que tu adotes o garoto. sim, você irá adora-lo. parece-me que ele encolhe-se agora. Mais engraçado ainda é que nos reencontramos. Estamos aqui agora te aguardando. fala. nao, fala tu. fala. nao, ainda nao. nao falarei por ti. entao me vou. va. Mãe, ele foi.

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segunda-feira, 16 de abril de 2007

poeira


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perdida. olhando para um lado. olhando para outro. sabe, a mais leve borboleta, levada pelo vento.sou querida por mim?! quanto egoísmo, não? acordar, pensando em voce mesmo, pasar o dia tentando se enxergar no olhar dos outros, e quando a noite cai, voce amacia seus cabelos, acaricia seu rosto e fecha os olhos imaginando o que nunca conseguirá apesar de todos os dias pensar e repensar sobre sim mesma...
poeira. baixa. raios de sol. sintindo frio. é uma escolha, são muitas escolhas derradeiras. mas não há luz no fim do túnel, consegui sair dele quando nasci.
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poema


domingo, 15 de abril de 2007

verba

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uma constante sensação de fragilidade; sensação de carência; infantilidades contínuas; necessidades efêmeras... o que é feio mais fundo me toca, me entrelaça os pensamentos, me prende em uma realidade... minha dimensão é indiferente, falta movimento, falta a voz divina da criação para escorrer a essência de vida e transformar a imaginação em realidade.
não peço bela realidade; somente o palpável; chega de ver! Minhas vistas estão cansadas, minhas mãos querem sentir, encontrar o motivo de sua inclusão no corpo. Sou questionada por minhas mãos, interrogada pelo conjunto do meu corpo; eles se queixam pedindo maior diversidade no toque e no todo das minhas sensações. Criticam meu conhecimento empírico, se é que ele é relevante, sendo sempre os mesmos olhares, toques, cheiros e sons, minha experiência sensível é um tanto escassa.
mas digam a minha psique para redimensionar seu caminho. Ela é muito independente, vaidosa e curiosa.

+ + + Papilio Caerula Pulchra Est + + +




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suspender os pensamentos

Der Tanz Der Schatten
Theatre Of Tragedy


"Ich bin so alleine;
Einsamkeit in Ewigkeit
-Gedanken nur für mich,
Mit dem Schatten flüstere ich
-Mit dem Schatten tanze ich
-Einsam wandere ich,
Das Blut begehre ich: Totentanz."


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Eu sou tão sozinho
Solidão na eternidade pensamentos pra mim apenas
Com a sombra, eu sussuro
Com a sombra, eu danço
Retirado, eu caminho
Eu desejo o sangue: Alma-viva dançante


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