terça-feira, 29 de maio de 2007
psicografando as velas
Seis tipos de incensos diferentes, quatro velas acesas, música polonesa, holandesa, norueguesa, francesa, violinos, sopranos, fumaça cheirosa; estou eu aqui no meio, quase deitando sobre as velas... tenho uma imagem em minha mente, ali está você vagando; rosto pálido, confuso (é medo, diz meu inconsciente), mas ainda assim é belo, me é atraente - nossa! meu corpo agora palpita a vontade de te ter, entre minhas pernas, seus dentes a morder meus lábios, furioso, tentação incontrolável, será eu mesma? Te sentes assim comigo? Serás eu mesma quem tu vês? Serás o mesmo corpo que tu tocas o corpo que me pertence? Sim, me pertence e é só meu. Mas tu queres mais que meu corpo... mais um cigarro, por favor, estou cercada; são luzes mágicas. Mas eu não quero que desacredites no meu corpo, ele ferve por ti. A luz é tão bela, por que não me sinto completa? Estas a me ouvir ou tuas mãos já se perdem pela minha pele quente? Desces, podes descer com as mãos, com a boca; é isso que te peço agora: faz-me esquecer esse vazio. Posso gemer no seu ouvido? És tu que realmente ouves além do pedido mudo de carência constante em meu olhar? Sabes que tenho medo? Cheiro meu odor. Tu me olhas apenas, há amor mais lindo? Por detrás deste vazio bate um coração. Tu te aceleras ao me ver? Encontra-me. Encontra-me. Este é meu pedido mudo.
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