quarta-feira, 23 de maio de 2007

uma caixinha de presentes

Dentro de uma casinha. Parecendo uma caixinha de presente; sem surpresa, sem encanto; é uma peuqena caixa dentre cartões e decorações perfeitos. A casinha é quase vazia, é quase um misto de pobreza com desleixo. Não quer luxo, nem lixo. Passa por tudo devagar, sem questionar. Por que perguntar, tudo está aí para ser; questionar a existência e as propriedades das coisas é diminuir sua significação que não depende de por quês e quaiquer questões. São inquietações das palavras.

Abre as janelas. Sorri. Fecha as janelas. Conjuntamente se fecha. Sem culpa. Sem perguntas. Vazio não tem essência e existência, por que ocupa tanto espaço? Interrogações são proibidas. Regras não têm utilidade. Podem trazer prazer, mas culpa... Transgressões indefinidas. Que mente poluída, diz o outro. Descrever a casa, a baçunça, da falta das coisas; espaços, lacunas... dentro de uma casinha, que não é sua...

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