sexta-feira, 31 de agosto de 2007

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

imagem primeira

Sabe o que tenho para fazer agora? Fingir. Fingir que sou bonita, fingir que tenho voz e, o que eu mais gosto, fingir que tem alguém me olhando. Nunca estou sozinha, sempre tem alguém para quem destino uma cruzada de pernas ou uma lenta lambida nos lábios. Assim me sinto quente. Hoje notei que finjo que não me importo com as coisas que finjo ter. Resumo-me como um objeto. Definição complexa, levando em conta que transfiro para mim o conceito de coisa e não de coisa-humana. Talvez eu não finja tanto quanto julgo, acabo me tornando minha própria mentira. Melhor assim, ser uma coisa. E anônima, sem culpa. Pois hoje dediquei minhas pernas e lábios ao espelho. Até mesmo minhas costas foram oferecidas. E cada parte do meu corpo foi necessária para consumar meus próprios desejos. Boca seca, mas um fluido cálido não secava, enquanto o prazer escorria. Desviei meu olhar dela, senti outras partes excitadas. Era confuso aquele pulsar, os músculos enrijecendo; cada parte precisava de um toque, no início lento, depois mais violento. De repente um nervosismo me desconcentrou. Mas não quis parar, toquei-a com extremo tesão e olhei-a; senti novamente que queria ficar somente com ela naquele momento. Perdemos o controle entre gritos e rápidos movimentos. Ri-me enquanto gemia. Ela era gostosa, gostosa demais. Naquela hora não queria que ninguém mais a visse, somente eu e ela entre carícias e gemidos. Inconseqüentes. Ofegantes. Sem um final previsto. Êxtase incontrolável. Cheguei ao ponto em que não pude mais pensar, queria apenas penetrar naquela bela flor que eu sabia que era minha naquele instante e que sempre seria enquanto eu quisesse tocá-la.

domingo, 5 de agosto de 2007

.

é pior respirar com essa ansia de que tudo vai cada vez para mais longe a cada suspiro. por que quanto mais eu desejo que tudo acabe, parece qu fica mais dificil. mas hoje é a ulima vez, é definitivamene a ultima vez. eu desisto de tudo. sentir, pensar, qualquer coisa que me orne um pouco humana eu quero que se exploda, quero virar qualquer coisa inanimada que nao seja percebida. mas logo as coisas se encaminham sozinhas, é quando a gente menos espera que os nossos desejos se realizam. este é um desejo de anos, esei que logo vou ser agraciada. tudo isso vai ter um fim. de que seja tragico, eu faço questao, mas acho que nao posso pedir muio. desde que meus olhos nuunca mais se abram para este mundo e meu oração e meu corpo nao sintam mais nada, ja me dou por satisfeita.

sábado, 4 de agosto de 2007

farelos redirecionados

que porra de coração, amor... óbvio que é tudo uma ilusão estúpida. todas estas visoes e estas sensaçoes sao irreais, sao todas partes de um mecanismo de tortura. mas cansa. do que adianta insistir em cinco minutos de um prazer irreal? eu quero mais é que todos sejam felizes. de fato, eu sou uma estupida. nao quero dizer nada sobre os outros, eu mal sei alguma coisa sobre mim mesma e o que é ser eu mesma, se é esse corpo imundo ou essa mente... sei la, quem sabe su só uma marionete que sofre, nao segue os devidos movimentos e se fode, enquanto os outros conseguem porque tem mais coordenaçao. mas tanto faz os outros, eu nao me importo, porque alem de tudo sou egoista. mas tambem nao quero fazer definiçoes de nada, é porque eu nao tenho coragem de alguma maneira fazer com que eu pare de respirar que eu escrevo agora essas merdas. certo, felicidade e amor - ah, que lindo é o amor! - pra todos. desejo tambem que tenham mais coragem do que eu.