quarta-feira, 19 de setembro de 2007

escrito II

* folhas secas
* sede
* vozes
* movimento
* paralisia
* medidas
* flores
* ar puro

escrito I

* junção aleatória de palavras
* necessidades básicas
* querer
* causalidade universal
* queda
* saias voando com o vento
* chinelos de couro
* conflito
* sabedoria
* nuvens

terça-feira, 18 de setembro de 2007

no quarto de dormir

lesmas rastejando por todos os lados.

a vida I

Um cigarro. Um pega. Múltiplas sensações. Sentidos ora paralisados, ora alertas. Mais um pega. Por que me olhas assim, velha? Já sou moça. Grande. Emancipada. Desvia esse olhar murcho do meu cigarro. Deixa eu gozar. Prazeres e excessos, para isso que vivo. Não costumo olhar muito para o lado. Prefiro ver gente nua. Vestimentas escondem as pessoas. Pudor. Que palavra mais feia. Sagrado cigarro! Que bom que aquela velha se foi. Agora posso parar de imagina-la nua.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

sentidos

estou presa em uma jaula.

sábado, 15 de setembro de 2007

Sacerdotisa de um Miserável.

Ouça o oráculo com o presságio do dia.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

terça-feira, 4 de setembro de 2007

imagem terceira

Olhei para a esquerda, fino demais. Olhei para a direita, peludo. Olhei para trás, pequenos buraquinhos. Olhei para a frente, caído.

Que forma mais estranha esta.

imagem segunda

Eu não cresci. Mas aprendi a me olhar no espelho. Ninguém me ensinou. Este é o verbo certo então? "Aprendi". De certa forma, portanto, nasci com o ato (ou potência) de me olhar no espelho, inato. Apesar disso, não é fácil para mim. Sendo inato, não implica falta de dificuldade concluo. Tão inútil e vão quanto minha própria essência a qual está inato este ato/potência e qualquer conclusão insólida a que eu possa chegar. Nova conclusão. Mas não reporto ao meu fútil ser o movimento. Nenhum mínimo enganoso andar.. Mas o espelho. Prazer masoquista. Contínuo. Cheiro de morte aqui. E onde quer que meu ignóbil corpo se apresente.Estranho. Não menos fútil a imagem que observo. Mas já agora não cresço mesmo. Também imagino ser quante demais mais para cima.